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Observatório Brasileiro de Governo Digital
Metodologia

Capítulo 16 de 17

Anexo C — Atas de entrevistas

C.1 Primeira coleta de feedbacks

Objetivo da Reunião

Coletar feedback sobre a definição de governo digital adotada, a seleção de bases e variáveis e a estrutura preliminar do índice. Além disso, buscamos verificar a aderência das métricas à experiência prática dos usuários com governo digital.

Entrevistado 1 | Amazon | Data: 25/03/2026

Bloco 1 - Definição de Governo Digital

O entrevistado não apresentou objeções à definição adotada e nem questionou suas dimensões. Sua contribuição esteve mais voltada à forma como o conceito se operacionaliza na prática, especialmente quando trouxe reflexões sobre a implementação de políticas públicas em um contexto federativo. Ao mencionar o pacto federativo como um possível “blocker” para a implementação de políticas mais uniformes, o entrevistado chamou atenção para um aspecto estrutural que impacta diretamente o governo digital no Brasil. Nesse sentido, sua fala sugere que, para além da definição conceitual, há uma dimensão institucional relevante relacionada à coordenação entre União, estados e municípios.

Bloco 2 - Avaliação de Fontes e Indicadores

O entrevistado destacou que existe uma limitação estrutural na disponibilidade de dados sobre governo digital no Brasil, o que impõe restrições importantes para a construção de qualquer índice. Nesse contexto, avaliou que a estratégia adotada pela equipe, de trabalhar com dados públicos disponíveis e construir o índice a partir do que é mensurável, é adequada.

Foi enfatizado que, embora o conjunto de fontes utilizado seja consistente, não há expectativa de que exista uma base muito mais ampla de dados acessíveis. Isso reforça a ideia de que o projeto necessariamente envolve lidar com limitações e fazer escolhas metodológicas a partir delas.

Ainda assim, o entrevistado sugeriu possíveis caminhos para ampliação das fontes, especialmente por meio de interlocução com empresas privadas de pesquisa e consultoria em tecnologia, como IDC, Gartner e ISG. Segundo ele, essas organizações podem ter estudos relevantes e, em alguns casos, estariam dispostas a colaborar com iniciativas acadêmicas.

Também foi discutida a limitação de dados em algumas dimensões, especialmente no objetivo relacionado à identificação única. Nesse ponto, houve concordância com a estratégia da equipe de buscar dados primários junto a órgãos públicos, como forma de complementar as bases existentes.

Bloco 3 - Avaliação da estrutura e dos resultados do índice

A análise dos resultados gerou uma discussão bastante rica, principalmente a partir das reações do entrevistado às pontuações atribuídas a cada objetivo. De forma geral, ele avaliou que vários resultados estão alinhados com sua percepção. A baixa pontuação em dados e interoperabilidade, por exemplo, foi considerada esperada, assim como a baixa performance em identificação única.

Por outro lado, alguns resultados chamaram atenção. A pontuação elevada em eficiência e processos foi inicialmente vista como contraintuitiva. No entanto, ao analisar as variáveis utilizadas, especialmente aquelas relacionadas às áreas de educação e saúde, o entrevistado reconheceu que o resultado faz sentido, considerando os avanços nessas áreas. Nesse ponto, ficou evidente a necessidade de explicitar melhor quais dimensões estão sendo capturadas por cada indicador. Sem essa clareza, o índice pode parecer mais geral do que realmente é, o que pode levar a interpretações equivocadas.

Outro aspecto relevante foi a avaliação da dimensão de segurança e LGPD. O entrevistado indicou que, embora a pontuação de LGPD pareça adequada, há preocupação com o nível real de segurança da informação no setor público, especialmente considerando o número de incidentes recentes. Isso sugere que a métrica pode não estar capturando plenamente essa dimensão.

A análise da infraestrutura também trouxe um insight importante. O entrevistado destacou que, embora a infraestrutura isoladamente possa parecer adequada, sua baixa integração com outras dimensões, como interoperabilidade e identificação digital, revela fragilidades relevantes.

O entrevistado avaliou que o índice consegue produzir um diagnóstico interessante e gerar discussões relevantes, especialmente ao evidenciar essas tensões entre diferentes dimensões. A análise dos resultados subnacionais foi considerada, em grande medida, coerente com a percepção do entrevistado, embora com algumas divergências pontuais. No caso dos estados, ele indicou que alguns resultados fazem sentido, mas destacou casos específicos que merecem investigação mais aprofundada. Mencionou, por exemplo, que esperaria o Paraná melhor posicionado e São Paulo em posição inferior, considerando sua avaliação da maturidade digital desses governos.

Em relação às capitais, os resultados foram considerados, em geral, plausíveis, ainda que com algumas posições que poderiam gerar debate. O entrevistado destacou que o ranking, nesse sentido, funciona como um bom ponto de partida para discussão. Também foi levantada a observação de que algumas dimensões, como transparência e participação, poderiam apresentar desempenho melhor, indicando possíveis diferenças entre percepção e mensuração.

Entrevistado 2 | SGD/MGI | Data: 27/03/2026

Bloco 1 - Definição de Governo Digital

A definição apresentada foi bem recebida pelo entrevistado, que avaliou a escolha conceitual como consistente e alinhada com a evolução do tema no Brasil. Segundo ele, a abordagem adotada está “no caminho seguro”, refletindo a trajetória histórica do governo digital, desde o governo eletrônico até as formulações mais recentes.

O entrevistado mencionou autores e referências da literatura que dialogam diretamente com a definição apresentada, indicando que as dimensões escolhidas estão em sintonia com o que já foi consolidado no campo. Nesse sentido, não houve críticas à estrutura conceitual em si.

Como provocação, sugeriu que o conceito poderia avançar no sentido de incorporar de forma mais explícita os propósitos do governo digital, especialmente considerando que o objetivo do Observatório é medir e avaliar a política.

Bloco 2 - Avaliação de Fontes e Indicadores

Em primeiro lugar, destacou que o uso de dados públicos é um caminho correto, mas limitado. Segundo ele, há uma quantidade significativa de dados relevantes que não estão disponíveis publicamente, mas que existem em painéis internos do governo federal. Esses dados incluem, por exemplo, informações detalhadas sobre identidade digital, uso do gov.br e integração entre sistemas.

Um dos principais pontos levantados foi a necessidade de incorporar dados primários, especialmente no objetivo relacionado à identificação única. O entrevistado mencionou números atualizados sobre contas gov.br e níveis de autenticação, indicando que os dados atualmente utilizados no índice não refletem adequadamente a realidade dessa dimensão.

No entanto, também alertou para os desafios associados ao uso desses dados. Por um lado, há restrições institucionais e políticas quanto à divulgação, especialmente quando os dados evidenciam desigualdades entre estados. Por outro, há o risco de viés, já que esses dados são produzidos e utilizados internamente pelo próprio governo.

Outro ponto importante foi a recomendação de acessar microdados de pesquisas existentes, como as do CETIC, e também de explorar os dados utilizados para responder a organismos internacionais. Segundo o entrevistado, esses dados podem oferecer uma base mais rica do que os relatórios agregados atualmente utilizados.

Bloco 3 - Avaliação da estrutura e dos resultados do índice

De modo geral, ele considerou que os resultados fazem sentido em várias dimensões. A baixa pontuação em dados e interoperabilidade, por exemplo, foi considerada esperada. Da mesma forma, a pontuação em identificação única foi vista como subestimada, dado o volume de dados internos disponíveis.

Alguns resultados chamaram atenção. A pontuação elevada em eficiência e processos foi inicialmente questionada, mas passou a fazer sentido quando se considerou que as variáveis utilizadas estão concentradas em áreas como educação e saúde, onde houve maior avanço nos últimos anos. Esse ponto reforça a necessidade de explicitar melhor o recorte das variáveis utilizadas.

Também foi levantada uma preocupação com a dimensão de segurança. Embora a pontuação geral pareça adequada, o entrevistado destacou que, na prática, há fragilidades relevantes nessa área, o que sugere que a métrica pode não estar capturando plenamente esse aspecto.

Outro insight importante foi a leitura conjunta das dimensões. O entrevistado destacou que, embora a infraestrutura possa parecer adequada isoladamente, sua baixa integração com outras dimensões, como interoperabilidade, revela limitações importantes. Isso indica que a análise do índice deve considerar a relação entre os objetivos, e não apenas suas pontuações individuais. De forma geral, ele avaliou que o índice é capaz de gerar uma narrativa consistente sobre o estado atual do governo digital, o que foi considerado um ponto positivo do trabalho.

Em relação a discussão sobre estados e municípios, o entrevistado destacou que a análise subnacional é importante, mas reforçou que os dados disponíveis são mais limitados nesses níveis. Isso impõe desafios adicionais para a construção de índices comparáveis.

Também foi apontado que a realidade municipal é bastante heterogênea, especialmente em função da capacidade institucional e da adesão voluntária a iniciativas federais, como a rede gov.br. Nesse sentido, a simples comparação entre entes pode não capturar adequadamente essas diferenças.

Entrevistado 3 | Amazon | Data: 19/03/2026

Bloco 1 - Avaliação de Fontes e Indicadores

O entrevistado demonstrou familiaridade com algumas das fontes utilizadas, como dados do TCU e da ABEP-TIC, e confirmou que essas são referências relevantes para o tema. Um ponto importante levantado foi a possibilidade de incorporar novos dados para suprir lacunas já identificadas pela equipe. No caso do objetivo de identificação única, por exemplo, foi sugerido utilizar informações como o número de portais estaduais integrados ao login gov.br e dados sobre a emissão da carteira nacional de identidade. Esses dados, segundo o entrevistado, existem no âmbito do governo federal e poderiam enriquecer significativamente a análise.

Também foi discutida a limitação atual na mensuração de algumas dimensões, especialmente aquelas com poucas variáveis disponíveis. Nesse sentido, houve concordância com a estratégia da equipe de buscar parcerias para obtenção de dados primários, como forma de complementar as bases existentes.

Bloco 2 - Avaliação da estrutura e dos resultados do índice

Um ponto relevante foi a discussão sobre conectividade. O entrevistado chamou atenção para o fato de que, em benchmarks internacionais, essa dimensão costuma ser um fator que puxa o desempenho do Brasil para baixo, enquanto no índice apresentado aparece com resultados relativamente positivos. Isso sugere a necessidade de aprofundar a análise metodológica dessa dimensão, especialmente em termos de comparabilidade com outras referências.

A estrutura do índice foi, em um primeiro momento, considerada coerente, mas gerou questionamentos importantes ao longo da reunião. Um dos principais pontos levantados diz respeito à capacidade do índice de gerar informações acionáveis. Ao analisar os gráficos de evolução temporal, o entrevistado observou que a relativa estabilidade dos resultados ao longo dos anos pode limitar a utilidade analítica do índice. Segundo ele, esse tipo de apresentação dificulta a identificação de tendências mais claras e a definição de prioridades de intervenção. Foi sugerido que análises mais desagregadas, especialmente no nível das variáveis, poderiam trazer mais informação do que o índice agregado.

Também foram apontadas inconsistências ou resultados contraintuitivos em algumas dimensões. O caso da qualidade dos serviços, por exemplo, apresentou variações que não foram imediatamente explicáveis, o que indica a necessidade de revisão ou melhor compreensão das variáveis utilizadas.

Outro ponto relevante foi a comparação com benchmarks internacionais. O entrevistado destacou que, em alguns índices globais, dimensões como conectividade e competências digitais tendem a reduzir o desempenho do Brasil, o que não aparece da mesma forma nos resultados apresentados. Essa diferença reforça a necessidade de avaliar com mais cuidado as escolhas metodológicas e os dados utilizados em cada dimensão.

A apresentação dos resultados para estados e capitais gerou contribuições importantes. Em relação ao ranking de estados, o entrevistado destacou que alguns resultados parecem consistentes com a realidade, como o bom desempenho de estados como Piauí, São Paulo e Rio Grande do Sul. No entanto, também apontou casos que merecem investigação mais aprofundada, como o desempenho baixo de estados que, na prática, foram pioneiros em iniciativas de governo digital.

Além disso, foi destacada uma preocupação central com a forma de apresentação dos resultados. O entrevistado alertou que rankings tendem a concentrar a atenção pública e podem gerar distorções no debate, especialmente quando utilizados de forma simplificada pela imprensa ou por atores políticos.

Entrevistado 4 | Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) | Data: 19/03/2026

Bloco 1 - Definição de Governo Digital

De forma geral, a definição apresentada foi considerada compatível com a visão do entrevistado. Ao explicar como entende o conceito, ele destacou que governo digital não deve se limitar à disponibilização de dados, mas também envolver a oferta efetiva de serviços à sociedade. Nesse sentido, mencionou a ideia de uma plataforma integrada, que reúna diferentes tipos de informações e serviços públicos, como saúde, educação e economia, facilitando o acesso do cidadão.

Bloco 2 - Avaliação de Fontes e Indicadores

A avaliação das bases de dados e da metodologia de seleção foi mais cautelosa, principalmente porque o entrevistado teve contato inicial com o material durante a reunião. Ele destacou que seria necessário analisar o relatório com mais calma antes de fazer comentários mais detalhados.

Ainda assim, algumas observações importantes foram feitas. Foi reconhecido que a organização das variáveis a partir dos 10 objetivos da Estratégia Nacional de Governo Digital ajuda a estruturar o problema e permite identificar diferentes níveis de avanço entre as áreas analisadas.

Ao olhar para os resultados preliminares, o entrevistado chamou atenção para o fato de que, mesmo nos objetivos com melhor desempenho, ainda existe bastante espaço para melhoria. Também foi apontada a limitação de dados em alguns objetivos, especialmente aqueles com poucas variáveis disponíveis.

Outro ponto foi a discussão sobre inteligência artificial. O entrevistado questionou se o projeto conseguiria captar o uso dessa tecnologia no setor público, principalmente em relação à capacitação de servidores e à aplicação prática da IA na prestação de serviços. Foi reconhecido que esse é um tema importante, mas que ainda há pouca disponibilidade de dados estruturados e de pesquisas desenvolvidas sobre o tema.

Bloco 3 - Avaliação da estrutura e dos resultados do índice

O entrevistado destacou que os resultados apresentados já permitem identificar alguns padrões relevantes, como a existência de deficiências importantes em determinadas áreas do governo digital. Na análise dos estados, surgiu um ponto interessante. O entrevistado comentou que esperava uma relação mais direta entre desenvolvimento econômico e nível de governo digital, quebrando a percepção de que apenas o Sul/Sudeste estariam avançados, visto que algumas cidades do nordestes aparecem no topo.

Além disso, foi levantada a hipótese de que iniciativas de longo prazo, como projetos de cidades inteligentes, podem ajudar a explicar o desempenho de algumas capitais e municípios.

Equipe Contabilizei | Data: 13/03/2026

Bloco 1 - Definição de Governo Digital

Os entrevistados avaliaram que as três dimensões propostas para o conceito de governo digital estão adequadas e refletem situações concretas vivenciadas no dia a dia. Foram mencionados, como exemplos, o uso de APIs para integração com sistemas governamentais, a adoção de mecanismos de identidade digital e o uso de dados na formulação de políticas públicas.

A dimensão de geração de valor público foi apontada como a mais relevante entre as três. Nesse sentido, foi citado o caso do gov.br como um esforço importante de criação de valor para o cidadão, ainda que com limitações operacionais. Os entrevistados partiharam a percepção de que, muitas vezes, iniciativas de governo digital priorizam a implementação de tecnologias sem que isso se traduza, necessariamente, em melhorias efetivas para os usuários.

Outro ponto levantado foi a inclusão da capacitação de servidores públicos na definição. A equipe esclareceu que esse aspecto está contemplado na dimensão de capacidade estatal digital. Ainda assim, a pergunta indica que a formação de recursos humanos é percebida como um desafio relevante no contexto da transformação digital do Estado. Por fim, foi destacada como crítica a falta de integração entre diferentes níveis de governo, apontada como um dos principais entraves ao avanço do governo digital.

Bloco 2 - Avaliação de Fontes e Indicadores

A apresentação das bases de dados e dos critérios de seleção de variáveis foi recebida de forma positiva, sendo considerada, em um primeiro momento, coerente e metodologicamente consistente. No entanto, os participantes enfatizaram que uma avaliação mais aprofundada das fontes exigiria análise detalhada posterior dos materiais compartilhados.

Surgiram alguns questionamentos importantes durante a reunião. Um deles diz respeito à granularidade das variáveis utilizadas, especialmente no caso do login único do gov.br. Foi levantada a possibilidade de que indicadores mais desagregados, por exemplo o percentual de serviços efetivamente integrados ao login único (gov br) poderiam oferecer uma medida mais precisa da maturidade digital.

A interoperabilidade apareceu como um ponto de interesse central, com questionamentos específicos sobre quais indicadores estavam sendo utilizados para capturá-la. Esse tema foi reiterado ao longo da reunião como uma das principais dificuldades do governo digital.

No campo de segurança da informação e proteção de dados, foi sugerida a incorporação de métricas relacionadas ao monitoramento de riscos e proteção de dados, como aquelas produzidas por centros de resposta a incidentes.

Os participantes também sugeriram a ampliação do escopo de fontes de dados, os recomendou-se a articulação com os seguintes stakeholders:

  • Associações Setoriais: Sugestão de consultar a BRASSCOM e a ABES (Associação Brasileira de Software) para dados sobre o ecossistema de tecnologia aplicada.
  • Educação Continuada: Contatar a ENAP para obter dados sobre cursos ofertados a gestores municipais e estaduais, servindo como proxy para maturidade de gestão.
  • Dados Técnicos: Falar com a SERPRO para identificar métricas mais granulares de interoperabilidade entre sistemas de governo.
  • Dados Municipais: Explorar os painéis de dados da Secretaria da Cidade de São Paulo como benchmark de transparência local.

Bloco 3 - Avaliação da estrutura e dos resultados do índice

De modo geral, houve convergência entre os resultados do índice e a percepção dos entrevistados sobre o funcionamento do governo digital no Brasil. A dimensão de eficiência e processos, que apresenta melhor desempenho no índice, foi associada à capacidade da empresa de automatizar fluxos internos e operar em escala.

Por outro lado, a baixa pontuação em interoperabilidade foi prontamente reconhecida como um reflexo fiel de uma das principais dificuldades enfrentadas no dia a dia, especialmente na integração entre sistemas de diferentes entes federativos.

A qualidade dos serviços digitais também foi apontada como problemática, sendo associada a falhas operacionais que impactam diretamente a experiência do usuário final. Já a identificação digital foi mencionada como um ponto de atrito, especialmente em contextos que exigem múltiplos acessos ou não oferecem a fluidez necessária para operações em escala.

Por fim, a discussão sobre o nível estadual e municipal reforçou a percepção de que a transformação digital ocorre de forma desigual entre os diferentes níveis de governo. Os participantes destacaram que, embora o governo federal apresente avanços relevantes, estados e, sobretudo, municípios enfrentam maiores dificuldades, tanto em termos de infraestrutura quanto de capacidade institucional.